Jul302010
BLOG DO FARZAT
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GLOBO - MONÓPOLIO DA INFORMAÇÃO X DUNGA
AMiGOS RECEBI ESTE EMAIL E REPASSO PARA ANALISAR E REFLETIREM
Conheça os bastidores da suposta "briga" do técnico Dunga com a imprensa brasileira.
Um desentendimento entre o técnico Dunga e o repórter e comentarista Alex Escobar, da Rede Globo de Televisão, durante entrevista coletiva à imprensa dada logo após a vitória do Brasil sobre a Costa do Marfim, por 3x1, surpreendeu muita gente. E como a emissora primeiro e depois outros meios de comunicação repercutiram isso, de uma forma incompleta, ficou a impressão de que o gaúcho havia simplesmente sido mal educado, sem a menor razão. O que não é verdade.
Excesso de sinceridade, talvez até uma dose de grossura, Dunga tem. Mas ele não costuma ser indelicado gratuitamente com ninguém. E quem o conhece sabe que isso é a mais pura verdade. Então, vamos aos fatos que antecederam os palavrões de Dunga, e que a emissora omitiu na sua versão da história.
1 – Na segunda-feira, véspera do jogo da estréia da seleção, contra a Coréia do Norte, por volta das 11 horas da manhã (hora local da África do Sul), Fátima Bernardes, a toda-poderosa "Primeira-Dama" do jornalismo televisivo nacional, acompanhada do repórter Tino Marcos e mais uma equipe completa de filmagem, iluminação etc., chegou à entrada da concentração da equipe brasileira. Indagada pelo chefe de segurança sobre o que desejava, a esposa de William Bonner disse que estava lá para fazer uma "reportagem exclusiva" para a TV Globo, com o treinador e alguns jogadores que ela escolheria. Comunicado do fato, Dunga foi pessoalmente até o portão, ouviu dela a mesma história, e disse que não. Afirmou que lá ninguém tinha regalias e que as entrevistas eram e continuariam sendo todas coletivas, sem privilegiar nenhum meio de comunicação. "Ou se fala para todas, ou para nenhuma", teria dito ele, no seu jeito curto e grosso. A mulher ficou indignada e disse que isso tinha sido acertado pessoalmente entre Renato Maurício Prado (chefe de redação de esportes de O Globo) e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. "Tenho autorização para fazer a matéria", bateu pé a apresentadora do Jornal Nacional. "Não tem não, porque aqui dentro mando eu", respondeu Dunga, segundo as testemunhas. Ele teria acrescentado ainda que se o presidente da CBF desse esta ordem, ele se demitiria na hora, pelo desrespeito ao trabalho que vinha sendo feito. Depois, o treinador teria simplesmente virado as costas e ido embora, deixando a supra-sumo do pedantismo do lado de fora do portão.
2 – A coragem de Dunga, que foi o primeiro a peitar a Vênus Platinada em 40 anos de transmissões esportivas, custou caro para ele. Houve uma súbita mudança de comportamento em relação a ele, em todos os programas. O Jornal da Globo na mesma noite baixou a lenha nele, sem contar o episódio e questionando suas qualificações como treinador e até como pessoa. Só desafetos dele ganharam espaço no Globo Esporte. E o Alex Escobar foi instruído para provocar o gaúcho, que é pavio curto e revidou na coletiva. Depois disso, com o pretexto em mãos, Tadeu Schmidt leu um editorial no Fantástico contra o treinador. E o jornal O Globo dedicou amplos espaços para destacar todos os defeitos de Dunga, esquecendo que ele até agora ganhou todas as competições (foram três) que disputou, venceu a Itália e outras seleções destacadas, e goleou três vezes a Argentina, uma das quais em Buenos Aires. Ou seja, as qualidades (que existem) foram esquecidas e os defeitos (que existem) foram ampliados.
3 – Outras emissoras de rádio e jornais brasileiros repercutiram o acontecido, sem o devido cuidado de saber o que havia nos bastidores. Mas a verdade é que o grande crime do cara foi "mijar" no poder. Deve passar à história como um exemplo positivo. Algo antes só acontecido quando João Saldanha mandara o ditador de plantão ir cuidar dos ministros dele, ao invés de dar pitacos na escalação da Seleção de 1970. Isso custou o emprego dele, herdado pelo pára-quedista e amenzista Zagallo. Mas a dignidade ficou intacta e ninguém vai superar Saldanha em coragem. Agora , com Dunga, sem poder demiti-lo diretamente, como a Confederação fez em 70, ela também dirigida por militares golpistas, a Globo usa o recurso da difamação. E, vingativa como é a direção da emissora, isso vai longe.
4 – Como os tempos agora são outros, a reação no mundo virtual foi imediata. Depois de lido o editorial no Fantástico, a frase "Cala a boca, Tadeu Schmidt!" bateu recordes no Twitter, superando até mesmo a líder absoluta de até então nos Trending Topics, a "Cala a boca, Galvão!". O técnico foi defendido quase que por unanimidade entre as pessoas que postam comentários na rede. E o apoio por ele recebido, não parou por ai.
Conheça os bastidores da suposta "briga" do técnico Dunga com a imprensa brasileira.
Um desentendimento entre o técnico Dunga e o repórter e comentarista Alex Escobar, da Rede Globo de Televisão, durante entrevista coletiva à imprensa dada logo após a vitória do Brasil sobre a Costa do Marfim, por 3x1, surpreendeu muita gente. E como a emissora primeiro e depois outros meios de comunicação repercutiram isso, de uma forma incompleta, ficou a impressão de que o gaúcho havia simplesmente sido mal educado, sem a menor razão. O que não é verdade.
Excesso de sinceridade, talvez até uma dose de grossura, Dunga tem. Mas ele não costuma ser indelicado gratuitamente com ninguém. E quem o conhece sabe que isso é a mais pura verdade. Então, vamos aos fatos que antecederam os palavrões de Dunga, e que a emissora omitiu na sua versão da história.
1 – Na segunda-feira, véspera do jogo da estréia da seleção, contra a Coréia do Norte, por volta das 11 horas da manhã (hora local da África do Sul), Fátima Bernardes, a toda-poderosa "Primeira-Dama" do jornalismo televisivo nacional, acompanhada do repórter Tino Marcos e mais uma equipe completa de filmagem, iluminação etc., chegou à entrada da concentração da equipe brasileira. Indagada pelo chefe de segurança sobre o que desejava, a esposa de William Bonner disse que estava lá para fazer uma "reportagem exclusiva" para a TV Globo, com o treinador e alguns jogadores que ela escolheria. Comunicado do fato, Dunga foi pessoalmente até o portão, ouviu dela a mesma história, e disse que não. Afirmou que lá ninguém tinha regalias e que as entrevistas eram e continuariam sendo todas coletivas, sem privilegiar nenhum meio de comunicação. "Ou se fala para todas, ou para nenhuma", teria dito ele, no seu jeito curto e grosso. A mulher ficou indignada e disse que isso tinha sido acertado pessoalmente entre Renato Maurício Prado (chefe de redação de esportes de O Globo) e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. "Tenho autorização para fazer a matéria", bateu pé a apresentadora do Jornal Nacional. "Não tem não, porque aqui dentro mando eu", respondeu Dunga, segundo as testemunhas. Ele teria acrescentado ainda que se o presidente da CBF desse esta ordem, ele se demitiria na hora, pelo desrespeito ao trabalho que vinha sendo feito. Depois, o treinador teria simplesmente virado as costas e ido embora, deixando a supra-sumo do pedantismo do lado de fora do portão.
2 – A coragem de Dunga, que foi o primeiro a peitar a Vênus Platinada em 40 anos de transmissões esportivas, custou caro para ele. Houve uma súbita mudança de comportamento em relação a ele, em todos os programas. O Jornal da Globo na mesma noite baixou a lenha nele, sem contar o episódio e questionando suas qualificações como treinador e até como pessoa. Só desafetos dele ganharam espaço no Globo Esporte. E o Alex Escobar foi instruído para provocar o gaúcho, que é pavio curto e revidou na coletiva. Depois disso, com o pretexto em mãos, Tadeu Schmidt leu um editorial no Fantástico contra o treinador. E o jornal O Globo dedicou amplos espaços para destacar todos os defeitos de Dunga, esquecendo que ele até agora ganhou todas as competições (foram três) que disputou, venceu a Itália e outras seleções destacadas, e goleou três vezes a Argentina, uma das quais em Buenos Aires. Ou seja, as qualidades (que existem) foram esquecidas e os defeitos (que existem) foram ampliados.
3 – Outras emissoras de rádio e jornais brasileiros repercutiram o acontecido, sem o devido cuidado de saber o que havia nos bastidores. Mas a verdade é que o grande crime do cara foi "mijar" no poder. Deve passar à história como um exemplo positivo. Algo antes só acontecido quando João Saldanha mandara o ditador de plantão ir cuidar dos ministros dele, ao invés de dar pitacos na escalação da Seleção de 1970. Isso custou o emprego dele, herdado pelo pára-quedista e amenzista Zagallo. Mas a dignidade ficou intacta e ninguém vai superar Saldanha em coragem. Agora , com Dunga, sem poder demiti-lo diretamente, como a Confederação fez em 70, ela também dirigida por militares golpistas, a Globo usa o recurso da difamação. E, vingativa como é a direção da emissora, isso vai longe.
4 – Como os tempos agora são outros, a reação no mundo virtual foi imediata. Depois de lido o editorial no Fantástico, a frase "Cala a boca, Tadeu Schmidt!" bateu recordes no Twitter, superando até mesmo a líder absoluta de até então nos Trending Topics, a "Cala a boca, Galvão!". O técnico foi defendido quase que por unanimidade entre as pessoas que postam comentários na rede. E o apoio por ele recebido, não parou por ai.
Abr222010
18/12/2011 @ 16:46:23
por Antonio Nacílio
Para começar seu blog com o ...
19/12/2008 @ 20:52:54
por Admin